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de 0,8%; e a do tomate, estimada em 183 mil toneladas, aponta avanço de 0,2% na comparação com a do ano anterior.

Publicada em: 14/03/2026 12:18 -

de 0,8%; e a do tomate, estimada em 183 mil toneladas, aponta avanço de 0,2% na comparação com a do ano anterior.
 
Levantamento da Conab aponta para uma colheita de 14,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/2026
 
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu sexto levantamento de 2025/2026, estima a produção de 14,4 milhões de toneladas de grãos – o que representa um avanço de 2,7% em relação ao ciclo 2024/2025. De acordo com a Conab, os elevados volumes de chuva no oeste do estado favoreceram a recuperação da umidade do solo, beneficiando os plantios da região no início do ciclo.
 
A expectativa de crescimento da produção no ciclo 2025/2026 deve-se à ampliação da área plantada em 170 mil ha, aumento de 4,3% em relação ao ciclo anterior, alcançando 4,1 milhões de ha. Destaca-se a expansão da área plantada de soja (+201 mil ha). Porém, o rendimento médio do conjunto das lavouras pesquisadas ficou em 3,50 toneladas/ha, o que corresponde a um recuo de 1,5% em relação ao ciclo anterior.
 
A soja, segundo dados da Conab, deve apresentar mais um ciclo de alta, com aumento da área plantada – crescimento de 4,5% em relação à temporada anterior – alcançando um total de 2,34 milhões de ha. Por sua vez, a produção pode avançar 4,5%, para 9,25 milhões de toneladas nessa temporada, em comparação com o ciclo anterior. Com isso, a produtividade estimada é de 3,96 toneladas/ha, o que representa queda de 4,5% em relação à safra anterior. Segundo a Conab, os produtores do grão estão preocupados com os custos de produção e com a incidência de pragas.
 
A produção de algodão de 1,91 milhão de toneladas será plantada em 402 mil ha, representando uma queda de produção de 4,2% em relação ao ciclo 2024/2025. 
Segundo a Conab, a redução foi observada no cultivo de sequeiro, enquanto no cultivo irrigado espera-se alta. A redução na área plantada (-2,6%), principalmente no cultivo de sequeiro, deve-se a menor rentabilidade esperada para a cultura diante do recuo nos preços no mercado internacional e a adoção de rotação com outras culturas como soja, milho e sorgo.
 
A produção de milho está estimada em 2,72 milhões de toneladas. As principais contribuições são esperadas da primeira (1,49 milhão de toneladas) e da terceira (1,03 milhão de toneladas) safras do cereal. Em seu conjunto, a produção de milho, no estado, tem expectativa de queda de 3,0% em relação ao ciclo anterior, atribuída à restrição hídrica em algumas áreas da microrregião de Jacobina, Senhor do Bonfim e centro-norte do estado. A redução da área de cultivo (-5,9%) reflete a baixa rentabilidade do cereal.
 
Também a safra de feijão apresenta estimativa de produção positiva, pois, segundo a Conab, o plantio da primeira safra foi favorecido pela maior incidência de chuvas na região oeste do estado e pela baixa incidência de pragas (mosca-branca). Nesse sentido, o volume estimado é de 343 mil toneladas (plantado em 389 mil ha) e representa um aumento de 17,9% em relação ao ciclo 2024/2025. O avanço na produção é esperado para a primeira e terceira safra do grão, com crescimento de 34,6% e 70,3%, respectivamente, em relação às safras correspondentes do ciclo 2024/2025.
 
A produção de sorgo também tem estimativas positivas para a safra 2025/2026, com aumento na produção de 2,1%, alcançando 798 mil toneladas.
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