Na Bahia, Pé-de-Meia evita que oito em cada dez jovens deixem a escola
Programa do Governo Federal diminuiu taxa de evasão escolar e estado tem um dos melhores índices
Pouco mais de dois anos após o lançamento do programa Pé-de-Meia, do Governo Federal, o cenário da educação baiana já está diferente. Oito em cada dez alunos do Ensino Médio desistem de abandonar os estudos no estado graças ao benefício. É o que aponta um estudo inédito do Centro de Evidências da Educação Integral, uma parceria entre o Insper, o Instituto Sonho Grande e o Instituto Natura.
De acordo com o levantamento, a probabilidade de evasão escolar do Ensino Médio na Bahia, com o programa, é de 21,1%. O Pé-de-Meia, lançado pelo presidente Lula em 2024, funciona como uma poupança para promover a permanência e a conclusão escolar dos estudantes nessa etapa de ensino.
Ao todo, o benefício pode ofertar até R$ 9,2 mil por aluno. São R$ 200 mensais para estudantes do ensino regular ao comprovar matrícula e frequência, e R$ 200 para estudantes da educação de jovens e adultos que comprovarem a matrícula, além de incentivos de R$ 225 pela frequência. Esses valores podem ser sacados em qualquer momento. O beneficiário ainda recebe R$ 1 mil ao final de cada ano concluído, que só podem ser sacados após a formatura.
"Esse programa tem uma contribuição muito importante em permitir que o jovem estudante se mantenha na escola, fique na sala de aula, aprenda com os professores e consiga ser impactado pelos estudos. Ele fomenta a inclusão social através da educação, o que resulta em uma diminuição da desigualdade social no país", avalia o assessor especial da Casa Civil e pré-candidato a deputado federal Marcelo Emerenciano.
Ele destaca também que, de acordo com o estudo, que foi publicado no livro "Bolsas de estudo e evasão: avaliação de impacto ex-ante", o impacto do Pé-de-Meia na taxa de evasão composta, aquela que considera os três anos do Ensino Médio, tem um dos maiores índices na Bahia. No estado, a existência do incentivo reduz a evasão escolar em 7,4 pontos, em uma pontuação de 0 a 10. É o quarto estado com o maior impacto positivo, além de ficar acima da média nacional, de 6,5 pontos.
"A gente sabe que, nessa etapa do ensino, o trabalho concorre com os estudos na vida dos jovens de baixa renda. E, em muitos casos, ao trabalhar, eles abandonam os estudos. E o programa tem um efeito imediato nesta questão. Porque, ao criar condições para que o estudante se mantenha na sala de aula, ele permite que aquele jovem descubra o quanto a escola pode ser atrativa e o potencial que a educação tem para mudar sua vida e da sua família", reforça.
Sobre Marcelo Emerenciano
Ex-prefeito de Cocos, no oeste baiano, por dois mandatos, Marcelo Emerenciano é médico e pré-candidato a deputado federal pelo Avante. Em janeiro de 2025, assumiu o cargo de assessor especial da Casa Civil da Presidência da República, a convite do ministro Rui Costa.

